terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Crisálida 48

Natal, Receitas e Criatividade
(Chá Verde - imagem da Internet.)
Sorvete de chá verde e manga
Ingredientes
150 g de infusão de chá verde;
100 g de açúcar integral;
6 mangas descascadas e cortadas aos cubos;
175 ml de sumo de lima fresca;
1 pedaço de gengibre pelado e picado.

Preparação

1. Cozer o chá verde com o açúcar durante 5 minutos. Deixar arrefecer até à temperatura ambiente;

2. Preparar um puré com a manga, o sumo de lima e o gengibre. Em seguida, misturar com o chá e o açúcar e pôr no congelador durante 1 hora;

3. Mexer o sorvete de vez em quando, enquanto está no congelador, para evitar a formação de cristais de gelo;

4. Ao fim de uma hora, batê-lo e devolvê-lo ao congelador até ao momento de servir.

Sugestão: transforma a receita anterior num enunciado cómico.

Bolo da Concórdia 2010

(Imagem da Internet.)
Ingredientes
Amor e Amizade;
Esperança e Harmonia;
Fraternidade, solidariedade e generosidade;
Outros ingredientes que queira juntar.
As quantidades são em conformidade com o número de pessoas e o seu coração.

Preparação

1. Comece por deitar as ideias tristes para o lixo, limpe as teias de aranha dessa cabeça, esfregue as mãos com saúde, arregace as mangas para o trabalho e comece um novo ano;

2. Pegue numa forma do tamanho do seu coração, unte-a com amizade e polvilhe-a com harmonia;

3. Para preparar a massa, comece por misturar muito amor, uma dose de paz e outra de saúde. Acrescente esperança, nas devidas proporções, até conseguir uma massa de serenidade e calmaria.

4. Em separado prepare um molho com uma textura delicada, juntando a dose necessária, e em quantidades iguais, de fraternidade, solidariedade e generosidade;

5. Adicione o molho anterior à massa e vá mexendo tudo com carinho e ternura, até obter uma mistura uniforme, leve e perfeita;

6. Deite gentilmente o produto obtido na forma e leve ao forno, em lume brando, por tempo indeterminado. Ao longo da cozedura mantenha o calor humano a uma temperatura ideal de diálogo e compreensão.

Nota: não deixe arrefecer o espírito humanista que há em si. Depois de retirar o bolo da forma, faça uma cobertura a seu gosto. Não se esqueça de juntar sorrisos, muitas rodelas de alegria, pedaços de perdão e flores de sorte. Sirva ao longo de todo o ano a familiares e amigos, assim como aos seus "inimigos".

(Texto retirado da Internet e adaptado.)

Sugestão: imagina a receita do teu Bolo da Concórdia para 2010.

Ementa de Natal


(Imagem retirada da Internet.)



Entrada
Rissóis de paciência
Sopas
Canja da solidariedade
Prato Principal
Bacalhau com todos
Sobremesa
Mousse de carinho
Bebidas
Espumante da paz
Digestivos
Café da sorte
(Exemplo retirado do blogue Entrelinhas da Escrita - adaptado)

Sugestão: termina a ementa de Natal.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Crisálida 47

Fui buscar o que tinha feito no blogue das minhas turmas de EFA, em Abril de 2008.
Afectos... Família, amigos...

Gosto... de gatos e cães, de passear no campo, do meu quintal, do cheiro a lilás, de ver os rebanhos no monte, de andar descalça, da Primavera, de ninhos, das noites de Verão no campo, do mar, da cor azul, do vermelho, do rosa, de oferecer...

Não gosto... de sentir frio, de conduzir, de trovoada, de velocidade excessiva...

O que me deixa feliz... ver o meu esforço reconhecido, receber flores, abraçar...

O que me deixa triste... a falta de lealdade e educação, estar longe de quem gosto, a solidão de muitos idosos que conheço, a injustiça, todas as manifestações de violência...

Não é fácil... reconhecer que errei, perdoar...

Orgulho-me... dos meus pais, de muitos professores que tive, de ser uma pessoa generosa e honesta...

Filmes preferidos... "A Lista de Schindler" e "E.T. O Extraterrestre", de Steven Spielberg; "O Capitão Corelli", de John Madden...

Um escritor... Miguel Torga;

Um livro... "O Triunfo dos Porcos", de George Orwell;

Um nome... Oriana ("A Fada Oriana", de Sophia de Mello Breyner Andresen);

Um poema/uma canção... "Quand on n'a que l'amour", de Jacques Brel, na voz de Céline Dion.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Crisálida 46

E para terminar com boa disposição, mais uma notícia do 8ºB.


LOL XD
Novo Vírus ataca Portugal


Um novo vírus tem infectado vários portugueses nas últimas semanas. Segundo o relato do Dr. Kamikadze, do Serviço Nacional de Saúde, "o vírus causa boa disposição a quem está infectado".


A origem deste vírus está num enxame de abelhas. Estas ficaram infectadas pelo pólen de uma flor e depois começaram a picar toda a gente. Os doentes têm alucinações com palhaços, o que causa uma enorme vontade de rir.


Ainda não existe cura para o vírus LOL XD. As autoridades advertem para o facto de não ser aconselhável ver programas cómicos ou o estado de saúde poderá piorar. Se tiver algum sintoma, fique em casa a ver filmes de terror e ligue para a Linha Saúde 24.
Playvírus, 29 de Setembro de 2009
(Imagem da Internet.)

Crisálida 45

Depois de ter observado a lista das acções de formação do CFAE – Centro-Oeste, verifiquei que as hipóteses para o meu grupo não eram muitas. Decidi, então, inscrever-me nesta oficina de escrita criativa, apesar das oitenta horas, por considerar o tema interessante e tendo em conta que nunca tinha frequentado uma formação nesta área.

Inicialmente, confesso que estava preocupada com o número de horas a cumprir e o esforço que isso implicaria. Neste momento, faço um balanço muito positivo da acção, por tudo o que foi partilhado ao longo das sessões (experiências do grupo e da formadora, actividades já realizadas e a realizar, livros, filmes, teatro, música, sítios, blogues, lanche), pelos momentos de descontracção e, sobretudo, por me terem incentivado a ter uma atitude mais activa, que não se resumiu a elaborar uma reflexão final. Fico, no entanto, com a sensação de que muito ficou por dizer e fazer. Muitas horas mais seriam necessárias para um trabalho aprofundado, até com alguns exercícios direccionados para o professor e não tanto para os alunos.

No que diz respeito às actividades desenvolvidas nas sessões, nem todas se poderão aplicar aos níveis que lecciono (3º ciclo e secundário), mas há várias que tenho a intenção de utilizar, quando se proporcionar.

Gostei do Jogo de Apresentação, é uma forma diferente de ficarmos a conhecer um pouco melhor o outro, embora pense que a sua realização dependerá do perfil dos alunos, assim como o número de objectos a utilizar.

O Mapa Mental é outra actividade interessante que, na minha opinião, funcionará melhor com alunos mais velhos. A construção do mapa, com as suas ramificações, será a parte mais fácil; a elaboração do texto, sem parar, mesmo sem estarmos preocupados com os aspectos formais de linguagem, é mais difícil. Para que as ideias fluam mais facilmente, será importante fazê-lo várias vezes com os mesmos alunos.

Quanto ao jogo Palavras há Muitas, já o realizei na minha turma do sétimo ano e numa do oitavo. Os alunos mostraram-se receptivos, mas alguns tiveram dificuldades no início, pois não percebiam o que era uma palavra amarga ou leve, por exemplo. Foi necessário dar-lhes alguns exemplos.

O jogo das Perguntas e Respostas (Des)Encontradas, assim como todas as outras variantes, que realizámos nas sessões, é muito simples e pode ser feito com crianças mais novas. Acrescentaria aqui uma outra sugestão que encontrei nas fotocópias. É o jogo Quando as Vacas Voarem…, em que um aluno escreve uma frase hipotética, começada por quando, e outro dá uma resposta no futuro (sem que um saiba o que o outro escreveu). O exemplo dado é o seguinte: Quando as vacas voarem, arrumarei o meu quarto.

Existe também a possibilidade de utilizar Os Olhos que fazem o Retrato no 3º ciclo, embora não se possa estar à espera de textos muito elaborados. A parte mais complicada é, sem dúvida, escrever aspectos negativos em relação à personagem que apreciamos.

Talento Sem Fronteiras é uma das minhas preferências, contudo de algum grau de dificuldade. Penso que funcionará melhor no secundário, uma vez que o exercício exige a elaboração de um texto relativamente longo.

Outra actividade que apreciei foi completar os poemas, o que fizemos com as letras da Mafalda Veiga. Vou realizá-la quando estiver a dar o Texto Poético, no 3º período. Costumo passar canções com espaços em branco, para os alunos completarem e, geralmente, eles gostam muito. Vou tentar escolher um poema musicado que não seja muito longo e utilizá-lo nas minhas turmas do oitavo. Outro exercício para a unidade do Texto Poético é o das Frases Poéticas, em que os alunos só têm de seleccionar os elementos das várias colunas e construir frases. É também uma maneira de dar as figuras de estilo, por exemplo a comparação e a metáfora.

A Receita Criativa é mais um exercício possível quando se dá a unidade dos textos da Comunicação Social e Interpessoal (7º e 8º anos). Sempre que dou estes conteúdos, costumo trabalhar com os alunos a elaboração de notícias, a construção de anúncios publicitários (publicidade comercial ou institucional) e de histórias de banda desenhada. Este ano lectivo, alguns discentes utilizaram o sítio Pixton.com para elaborarem as suas bandas desenhadas.

Na unidade da Literatura Tradicional Oral, podemos pedir que elaborem um conto a partir de fichas com linhas de orientação, como aquelas que a formadora nos forneceu. Os diálogos entre objectos, partes do corpo, letras, frutos ou electrodomésticos podem ser muito criativos e de fácil realização.

Das muitas sugestões apresentadas, gostava ainda de referir a elaboração de uma história a partir de um dedoche, assim como a própria construção do boneco, que gostei muito de fazer, apesar das orelhas do Sr. Bigodes não terem ficado muito bem. Um artista não se faz num dia… O que é certo é que vim para casa e construí mais dois dedoches, e até melhorei as orelhas do gato.

Coincidência ou não lecciono Área de Projecto numa das minhas turmas. Um dos grupos tem o subtema Arte e Saúde e há algum tempo que anda a pensar na possibilidade de, no 2º período, fazer um Workshop de papel maché ou de feltro manual, pedindo a colaboração de alguém exterior à escola. Depois da sessão dos fantoches de dedo, fiquei a pensar se não posso ser eu a ajudar o grupo nesta actividade. Afinal, até já sei fazer dedoches (presunção e água benta…), só precisamos de arranjar o material. Os bonecos podiam ser utilizados na aula de Língua Portuguesa para a elaboração de uma pequena história. É um caso a pensar.

Em jeito de conclusão, resta-me sublinhar o espírito de grupo que se gerou nesta formação – nunca tinha frequentado uma acção em que formandos e formador aparecessem com lanches, foi uma surpresa – e só lamento que a correria do dia-a-dia não permita que as pessoas partilhem mais para fazerem melhor. Acrescento ainda que gostaria de ter mais crisálidas neste portefólio se o tempo o permitisse. No entanto, e como o nome crisálida indica, este blogue é apenas um embrião.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Crisálida 44

A propósito da minha fotografia, a Fátima Gonçalves elaborou o texto que se segue:


Regina Estrela foi uma figura singular e uma criança prodígio que cantava e dançava à sua maneira e dessa forma conquistou os corações de todo o Portugal.

Regina Estrela começou a ter aulas de dança com apenas três anos de idade e foi contratada para participar numa série de curtas-metragens, que parodiavam celebridades adultas, inclusivamente Diana Chaves. No mesmo ano, actuou numa sucessão de curtas-metragens e filmes.

Regi foi campeã de bilheteira entre 1975 e 1978 devido ao seu eterno optimismo e sorriso vencedor.

Nascida na cidade de Coimbra, desde cedo revelou um dom especial para a dança e para o canto. Sendo de uma família atenta aos progressos e habilidades do seu rebento, depressa apostaram na sua formação. Inscreveram-na numa escola de jovens talentos onde aperfeiçoou as suas capacidades. Recebeu lições de representação, canto e dança.

Nascida a 2 de Dezembro de 1970, Regina Estrela foi considerada a famosa mais jovem da história do cinema. A partir de 1975, Regi começou a ganhar mais do que qualquer outra estrela de Hollywood, destacando-se em filmes que ofereciam uma hora e meia de optimismo no auge da reconquista da liberdade. Os seus filmes contribuíram para o restabelecimento do Conímbriga Estúdios cuja rentabilidade estava à beira da falência.

A mãe de Regi tinha tido aspirações de entrar no mundo do cinema, chegando a frequentar aulas de dança enquanto estava grávida. Oito meses após o nascimento de Regi, a mãe colocava música para ela ouvir no seu berço. Com apenas três anos de idade, começou a frequentar aulas no Dança Estúdio, em Coimbra. De alguma forma, a mãe projectava para a sua filha aquilo que não tinha conseguido para si mesma. Era uma forma de amenizar a sua frustração.

Regina foi descoberta alguns meses mais tarde, quando executivos de um filme de baixo orçamento entraram no Dança Estúdio e descobriram o pequeno talento. Regina Estrela começou a aparecer em curtas-metragens de filmes populares de acção que faziam com as crianças. Nos seus filmes, Regi mostrava notáveis talentos ao lado de estrelas como Rita Pereira e Cláudia Vieira.

A sua ascensão foi tão repentina como o seu desaparecimento do mundo artístico. Numa fatídica saída do estúdio das filmagens de mais uma série infantil, foi abalroada por um carro que passava completamente descontrolado. Após várias sessões de fisioterapia, acabou por recuperar a sua capacidade de locomoção, ficando apenas com uma pequena lesão que a impedia de dançar como outrora. A partir desse momento, começou por apostar na sua carreira e hoje é uma excelente professora que encoraja todos os jovens que acorrem àquela escola de Coimbra de jovens talentos.

Crisálida 43

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Crisálida 42

No jogo de apresentação, quando esta acção começou, referi que apadrinhava um animal do Jardim Zoológico, um tigre. Por considerar que também é um exercício de escrita criativa, transcrevo uma parte da última carta que recebi do meu afilhado, no final de Outubro.

Querido Padrinho,

Escrevo-te porque estou com muitas saudades tuas! Temos de conversar mais vezes... Como está tudo? A família e os amigos? Espero que saibas que gosto muito de ti e que a minha amizade por ti não pára de crescer.

A minha vida no Jardim Zoológico está óptima, sabes que agora até me tornei no centro das atenções? Pois é... Os meus irmãos e amigos estão com um pouco de inveja porque tenho o melhor padrinho do mundo!

Mas, na verdade, quando penso nisso, fico com alguma pena dos animais do Zoo que não têm nenhum padrinho. Queria que também eles tivessem um grande amigo como eu!

Gostava de os poder ajudar, mas não sei muito bem como... Acho que se calhar tu és a pessoa ideal para o fazer! Se falasses com os teus amigos e lhes explicasses as vantagens de apadrinhar um animal do Zoo, tenho a certeza de que toda a minha família teria um novo padrinho. Gostas da minha ideia?
(...)
Fico à espera da tua visita!
Um grande beijinho e obrigado,
Afilhado Sortudo

Recebi, recentemente, um convite do Cristal para o Dia do Padrinho. E lá fui eu fazer-lhe uma visita!

Querido Padrinho,

Tenho o prazer de te convidar para passares o dia 5 de Dezembro de 2009 na minha companhia. Até lá, saudades!

Como podem ver pela fotografia, está muito bem! A foto é da autoria da Cibele.

Quem quiser apadrinhar um animal, basta ir ao sítio do Jardim Zoológico. Estão lá as informações necessárias. Para além dos apadrinhamentos individuais, as empresas também o podem fazer, assim como as nossas turmas.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Crisálida 41

Notícias do 8ºB...

(Imagem da Internet.)

ELIXIR DO AMOR NO PAVILHÃO DO CONHECIMENTO

No próximo dia 1 de Novembro, o cientista português Francisco Morais irá apresentar o que pode vir bem a ser a descoberta do século – um Elixir do Amor. O evento decorrerá no Pavilhão do Conhecimento, pelas 22 horas.
Esta investigação foi subsidiada pelo programa da União Europeia Mais Amor e foi realizada nos laboratórios da Faculdade de Ciências de Lisboa. Sendo um projecto elaborado com dinheiro público, a sua comercialização deverá ser a preço reduzido. O produto vai estar à venda em breve.
Segundo o cientista, o Elixir do Amor tem na sua fórmula substâncias minerais e extractos vegetais.

Jornal do Oeste, 28 de Outubro de 2009

PARQUE NACIONAL DA SERRA DO GERÊS

JOVENS ACAMPAM EM GRUTA ASSOMBRADA

No passado dia 19 de Setembro, dezenas de jovens acamparam no Parque Nacional da Serra do Gerês, numa gruta que dizem ser assombrada. Os jovens contaram que ouviram gritos e viram sombras.
Os guardas florestais da Serra do Gerês, que nunca tinham visto nem ouvido nada que viesse da gruta, começaram a investigar, pois os jovens estavam muito assustados com o sucedido.
Os guardas prosseguiram com as investigações e encontraram um homem que, no dia anterior, tinha ficado preso na gruta e que era o motivo de toda aquela situação.

Jornal Aula de Português, 21 de Setembro de 2009

VAGA DE BOA DISPOSIÇÃO ALASTRA PELO PAÍS

Nas últimas semanas uma vaga de boa disposição invadiu a população portuguesa. Quinhentos mil portugueses reuniram-se nas ruas lisboetas, com cartazes, a manifestarem a sua satisfação.
Esta vaga foi causada pela saída de João Sócrates do governo e pela entrada do novo primeiro-ministro Jorge Vitorino Santos. Ao que tudo indica Sócrates foi acusado de agredir Margarida Ferreira Leite e, por isso, foi obrigado a abandonar o cargo.
A população deu vivas de alegria. Disse uma manifestante ao nosso jornal: “Estamos muito contentes! Já era tempo do Sócratas ou Sucatas ou lá como ele se chama sair de lá. E o Sr. Vitorino é o melhor! Viva o Sr. Vitorino!”

Jornal Aula de Português, 28 de Outubro de 2009

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Crisálida 40

Ainda com o feltro da última sessão...

Crisálida 39

Sítios referidos pela formadora onde podemos encontrar várias sugestões:

Variantes do jogo Perguntas e Respostas (Des)encontradas

1 - Jogo dos Sentimentos (Dárida e eu)

  • O que é a lealdade? É um polvo à lagareiro.
  • O que é a amizade? É bacalhau com natas.

2- Jogo das Situações (Dárida e eu)

  • Por que motivo somos idealistas? Porque é quase Natal.
  • Por que motivo o Pai Natal é barrigudo? Porque quem não vê não sente.

3 - Jogo das Perguntas e Respostas Utilitárias (Cibele e eu)

  • Para que serve o relógio? Para dar respostas tortas.
  • Para que serve o funil lá de casa? Para não te perderes.

4 - Jogo das Soluções (Fernanda e eu)

  • Qual é a solução para a morte? É distribuir equitativamente.
  • Qual é a solução para a falta de dinheiro? É perceber que não há solução.

5 - Jogo das Descrições (Cândida e eu)

  • Como é não ter trabalho? É cansativo.
  • Como é praticar desporto? É sorrir incessantemente.

6 - Jogo das Profissões (Fátima e eu)

  • Se eu fosse uma jardineira? Seria uma bela dissimulada.
  • Se eu fosse uma actriz? Seria muito criativa.

Crisálida 38

Mais duas actividades realizadas na formação.

Actividade 1 - Uma palavra, uma cor

asa branca
lago azul
liberdade verde
distância cinzenta
ave branca
lua amarela
cavalo branco
punhal preto
amor vermelho
Primavera verde

Actividade 2 - Uma cor, várias palavras

azul - mar, safira
amarelo - Sol, mel
branco - paz, água
vermelho - sangue, coração
verde - esperança, floresta
preto - luto, azeitona

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Crisálida 37

Encontrei estas duas actividades, utilizando as cores. Foram realizadas no Centro de Recursos Integrados de Aranguez (C.R.I.AR.), Agrupamento Vertical de Escolas de Cetóbriga (Setúbal).

Actividade 1 - Relação entre as cores e os sentimentos

De que cor é o amor?
  • É vermelho-alaranjado como uma chama viva.
  • Da cor que nós quisermos, pois não tem escolha.
  • Rosa como uma flor do campo.
  • É brilhante como o céu azul.
  • É uma cor que não se vê mas se sente.
  • É de todas as cores, a cor está dentro de nós e da forma como o vemos.

De que cor é a tristeza?

  • Incolor como uma lágrima molhada.
  • É cinzenta como uma nuvem prestes a chorar.
  • Negra como um pneu.
  • Amarela como a fome.
  • Preta como um quarto escuro.
Actividade 2 - Conversa entre as cores

Ao azul diz o branco:
  • Dá-me um bocadinho da tua cor para as minhas nuvens.
  • Dá-me um pedacinho da tua luz.
  • Vamos passear.
  • Queres pintar o céu?
Ao negro diz o encarnado:
  • Acende a luz.
  • Dá-me um pouco do teu escuro para eu poder dormir.
  • Nunca te enerves. A raiva é má.

Ao encarnado diz o negro:

  • Dá-me um pouco do teu fogo para me aquecer.
  • Pára de deitar sangue!
  • Quem me dera ter o teu amor.
  • Dá-me um pouco do teu amor.

Crisálida 36

A terminar este tópico das "Leituras e Leitor", deixo mais uma sugestão. Trata-se do romance O Alquimista, de Paulo Coelho, considerado um texto de auto-ajuda e escrito numa linguagem muito simples. Li outros títulos do autor, mas este foi o que mais me agradou.

A propósito do livro, encontrei esta notícia no Público, já de 2008:

Já não é a primeira vez que se anuncia a adaptação de um dos grandes sucessos de Paulo Coelho, O Alquimista, para o cinema. Será que agora é de vez? O produtor Harvey Weinstein confirmou, no Festival de Cannes, que o actor Laurence Fishburne vai dirigir, produzir e actuar no futuro filme. A companhia Weinstein vai co-produzir a adaptação.

Escrito em 1988, o romance de Paulo Coelho conta a história de um pastor espanhol, Santiago, que parte para África em busca de um sonho, encontrando um alquimista pelo caminho. Fishburne, que interpretou o Morpheus no filme “Matrix”, citado pela BBC, disse que está empenhado em produzir um filme que corresponda ao sucesso do livro. (...)
A produtora Weinstein já detém desde 1999 os direitos do filme, para adaptação tanto para o cinema quanto para televisão. A empresa vai começar a procurar em Espanha e na América Latina um actor para dar vida ao protagonista do filme.
Harvey Weinstein pretende anunciar em breve outros nomes que irão trabalhar na película, que será filmada na Europa, África e Médio-oriente.

Enquanto não estreia nas salas de cinema, podemos ver outra adaptação de uma obra de Paulo Coelho - Veronika Decide Morrer.

(Imagem e vídeo retirados da Internet.)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Crisálida 35


LOUCURA

O Sr. Bigodes é o príncipe lá do bairro, a autoridade máxima. E não é só por causa dos seus seis anos de vida e cinco quilos de peso. Com o seu temperamento vivaz e a sua inteligência, conquistou o respeito e a admiração de todos. Claro que o porte atlético e majestoso e, simultaneamente, o azul ternurento e enigmático do olhar, sempre lhe granjearam a simpatia do público feminino. Agora, aos seis anos de idade, considera-se um verdadeiro Seal Point, embora não corresponda ao perfil oficial. Charme, tem de sobra. Verdade seja dita, quem consegue resistir a um morenaço de olhos azuis?


Ao longo da sua permanência na comunidade, o bairro "Miar é que está a dar", provou que é um gato culto. Muito curioso, nada lhe escapa. Sabe que pertence à raça dos siameses e que os seus antepassados vieram da Tailândia. "E a Tailândia é muito longe?" - perguntam-lhe. Aqui o Sr. Bigodes, que nunca foi muito bom nestas coisas da Geografia, diz que sim, que teriam de atravessar muitos bairros para lá chegar. O que interessa, acrescenta, é que os primeiros siameses chegaram a Inglaterra no século XIX e, anos mais tarde, a Portugal. Quando chega a esta parte hesita, abana a cauda e diz que foi mais ou menos assim.

Mas o que mais impressiona os seus companheiros de rua é a sua rebeldia. Até já lhe chamaram "o louco", mas o Sr. Bigodes apressou-se a explicar que isso poderia ser mal interpretado, que estava em causa o seu bom nome, e lá esqueceram o epíteto. Seria impossível contar aqui todas as aventuras em que esteve envolvido. Houve um tempo em que até se realizavam sessões ao fim-de-semana. Era como ir ao cinema, mas mais emocionante!

Todos sabem que a sua primeira travessura foi roer o fio do rato do computador lá de casa. Logo a seguir interessou-se pelo fio do carregador do telemóvel. Até aqui a dona ainda perdoou. Mas depois veio o papel higiénico desfeito, a jarra partida, o cesto dos papéis... Enfim, nem os sapatos escaparam. As correrias desenfreadas e as acrobacias tornaram-se numa constante. A dona cansou-se e, sem dar conta e com apenas nove meses de idade, o Sr. Bigodes veio viver para o bairro. Aqui começou a verdadeira aventura da sua vida...

Os primeiros anos foram uma "loucura", entre dias sem comer, a roubar, à chuva e ao frio, e dias a lutar pelo seu espaço naquele território. Escapou teimosamente a dois atropelamentos e a várias lutas de rua. No meio da avalanche de acontecimentos que foi a sua vida, fez todas as diabruras possíveis. Mágoas, sim, guarda algumas. Dos humanos, sobretudo. Mas nunca perdeu aquele olhar de "louco".

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Crisálida 34

A banda desenhada da Crisálida 33 foi realizada por um grupo de alunos do 8ºA (Agrupamento de Escolas de Santo Onofre). Parabéns, meninos!

Aproveito para falar do LETROCA, que utilizei no meu CEF. Jogámos durante 15 minutos e cada equipa, no final, fez a contagem dos pontos que adquiriu. Funciona bem em turmas pequenas (até 15 elementos), com equipas de 2 ou 3 elementos e durante 15/20 minutos.
Cuidado, não fiquem viciados!

Crisálida 33

Crisálida 32

Na sessão de ontem, dia 26, tivemos uma convidada, a professora e artista Piedade Menezes. Começámos por ver alguns materiais, em PowerPoint, sobre as cores, a modelagem de balões e os fantoches de dedo, a par de algumas explicações dadas pela colega.

Depois de uma primeira parte mais teórica, já no intervalo, saboreámos um lanche que a Dalila e a Lélia touxeram, com direito a chá e a ginja!

Na segunda parte da formação, participámos no Workshop "Balões, Balõezinhos"...

... e na elaboração de fantoches de dedo ou dedoches (Workshop "Cinco Dedos de Conversa").

O resultado foi o Sr. Bigodes, que já está no frigorífico lá de casa (ao lado do Zeca), e uma flor feita com balões.


No final ainda tivemos direito a dois diplomas de participação.



Agora só falta fazer a história do Sr. Bigodes (já não houve tempo na formação), utilizando a palavra "loucura".

Deixo um agradecimento à professora Piedade!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Crisálida 31

Romance delicioso, o da matreira Salta-Pocinhas. Neste caso bem se pode dizer que "a astúcia domina a força".

(Série de 1988, baseada na obra de Aquilino Ribeiro e exibida na RTP1, 13 episódios de 13 minutos cada.)

Mais uma história para nos fazer pensar. Zorbas é um exemplo para todos nós. Envolvido numa situação dramática, este gato vai cuidar da gaivota Ditosa e ensiná-la a voar. Um livro que nos ajuda a reflectir na forma como tratamos este planeta e como nos relacionamos com os outros. Um livro que fala de valores e de esperança.

(Imagens e vídeo retirados da Internet.)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Crisálida 30

Fui novamente espreitar o blogue Entrelinhas da Escrita e vi algumas propostas a partir de cartoons de Guillermo Mordillo. Podemos fazer o mesmo com filmes.

Observa o cartoon atentamente. Quem são as personagens? O que terá acontecido antes? O que aconteceu a seguir? Imagina a história.

Observa o cartoon e imagina a história. Quem são as personagens? Onde estão? O que é que este leão tem de especial? O que aconteceu a seguir?

Imagina uma história a partir do cartoon. Onde estão as personagens? Quem é este cavaleiro? E o cavalo, quem é o dono? E a figura feminina, o que sabes sobre ela?

Agora que viste o filme, conta a história em trabalho de pares. Como é que o senhor resolveu a situação?

Conta a história do filme em trabalho de pares. Quem são as personagens? Onde é que elas estão? Imagina também o que aconteceu a seguir.

(Imagens e vídeos retirados da Internet.)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Crisálida 29

(Imagem retirada da Internet.)

Muito recentemente li o conto "O Estranho Caso de Benjamin Button". Embora nada seja dito sobre o parto, o "bebé" nasce com a aparência e o tamanho de um homem de 70 anos (ainda não percebi como é que ele conseguiu nascer).

O livro tem apenas 75 páginas e letras bem gordas. Vale a pena ler. Dá-nos uma perspectiva diferente da vida e dos nossos percursos. Não vi o filme, mas já vi cenas. Parece-me que há aspectos que não correspondem ao texto. No filme, Benjamin Button é apenas um bebé com aspecto de velho.

Crisálida 28

Mais um romance de um autor alemão, Patrick Süskind. Na minha opinião, irresistível. Adoraria conhecer tudo o que envolve a criação de um perfume, as várias etapas, as essências, as misturas, assim como reconhecer as características dos vários odores.
Durante a leitura "esqueci" os crimes cometidos por Jean-Baptiste Grenouille, concentrada que estava nos cheiros (as descrições quase que nos levam a senti-los) e na busca, por parte de Grenouille, do perfume ideal.

(Imagem e vídeo retirados da Internet.)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Crisálida 27

Os dois livros que se seguem têm um ponto em comum - a Alemanha. O Leitor, de Bernhard Schlink, é um romance perturbador que nos conduz à Alemanha do pós-guerra. A história desenvolve-se em torno de duas personagens: Michael Berg e Hanna Schmitz. Michael tem 15 anos e apaixona-se por Hanna, uma mulher madura, com 36 anos, envolvida num processo de acusação a ex-guardas dos campos de concentração nazis. À semelhança do que tinha acontecido com O Perfume, só consegui parar de ler quando terminei o livro. Recomendo também o filme, embora prefira o romance.


O segundo romance está intimamente ligado ao percurso de vida da escritora. A condição de judia obrigou Ilse Losa a fugir da Alemanha, a refugiar-se em Inglaterra e depois em Portugal.
O Mundo em que vivi é um livro sobre as memórias infantis e juvenis de Rose Frankfurter, que fala do quotidiano, mas também de um país marcado pela primeira guerra mundial e pelo movimento nazi que alterou profundamente a vida dos judeus alemães. Deixo aqui algumas linhas:

A rapariga sai. E o homem que tem o meu destino na mão, lê em voz alta:
«Eu, Rose Frankfurter, declaro que escrevi a carta a Kurt Feldberg, mas retiro as ofensas que fiz ao Führer do Terceiro Reich. O Führer...».
Não ouvi o resto, só ouvi o meu sangue bater. E vi os lábios moverem-se, para cima, para baixo, para cima, para baixo.
- Quer assinar?
Peguei na caneta. A minha mão estava morta. Mas escreveu: Rose Frankfurter.
- Pronto. Isto será apresentado a uma instância superior. Dentro de cinco dias saberemos para onde a teremos de levar, judia Frankfurter.
E depois duma pausa:
- Se, nessa altura, ainda por cá estiver...
Levantei-me. «Cinco dias! Cinco dias!».


(Imagens e vídeo retirados da Internet.)

Crisálida 26

As minhas perguntas e as respostas da colega Aida Afonso:


  • O que é aprender? É profundo.
  • O que é o amor? É sombrio.
  • O que é o romantismo? É risonho.
  • O que é a preguiça? É virtual.
  • O que é relaxar? É flexível.
  • O que é a noite? É fluorescente.
  • O que é a educação? É pessoal.
  • O que é a arte? É desnecessário.
  • O que é a beleza? É urgente.
  • O que é o perigo? É fulgurante.

As perguntas da Aida e as minhas respostas:

  • O que é o sonho? É uma nódoa.
  • O que é o sorriso? É uma gargalhada.
  • O que é o silêncio? É um poema de amor.
  • O que é o buraco? É uma palavra.
  • O que é o engano? É a alma.
  • O que é a solidão? É sonhar de olhos abertos.
  • O que é a gratidão? É um pesadelo.
  • O que é o espaço? É acordar com olheiras.
  • O que é a beleza? É um grito de alma.
  • O que é o medo? É o mar.

domingo, 15 de novembro de 2009

Crisálida 25

Retomo as leituras, para falar de livros que li depois de concluir o curso, alguns nos últimos anos. Como gosto de romances históricos, de textos que retratem a(s) sociedade(s), os seus costumes, valores e regras, começo por estes dois: Inês de Castro - A Estalagem dos Assombros e Um Deus passeando pela Brisa da Tarde.

Este romance de Seomara da Veiga Ferreira transporta-nos para os amores de Pedro e Inês. A narradora é a mãe de D. Pedro, Dona Beatriz. Num tom intimista, esta mulher vai dando a conhecer o perfil das personagens envolvidas. De um lado a paixão do seu filho pela bela Inês, do outro os interesses políticos que justificaram a sentença ditada por D. Afonso IV e que traçaram o destino do Rei que ficou conhecido como O Justiceiro.

Não sendo um romance histórico, as descrições feitas por Mário de Carvalho dão uma visão muito clara dos costumes romanos. A personagem principal é Lúcio Valério, um romano consciencioso, que vive em Tarcisis. Embora seja a autoridade máxima nesta povoação, este homem não se revê nos modelos da sociedade onde está inserido. O seu apurado sentido de justiça vai levantar-lhe sérios problemas. Como se não bastasse, apaixona-se por Iunia Cantaber, uma mulher que pertence a uma seita odiada por todos, os cristãos, identificada pelo símbolo do peixe. Os acontecimentos sucedem-se e levam-no a abdicar do cargo. Um romance que nos obriga a reflectir sobre a nossa posição face aos valores da sociedade onde vivemos. Sempre actual.

(Imagens retiradas da Internet.)

Crisálida 24

Dulce Portugal
"A menina dos olhos doces"

O sucesso desta mulher há muito que é premiado lá fora. Conheça o talento desta portuguesa à conquista do mundo e que ninguém consegue parar.

É conhecida como a voz de Portugal. Maria Dulce, como é tratada pelos amigos, há muito que ultrapassou as fronteiras do país.

Nasceu no Oeste, na pacata vila do Bombarral, onde viveu até começar a sua carreira internacional, em 1976. Na altura, Dulce Portugal tinha 21 anos e já encantava quem a ouvia.

O Festival RTP da Canção era um acontecimento nacional. Maria Dulce apresentou-se com a canção Uma Flor de Verde Pinho, música de José Niza e letra de Manuel Alegre. O 1º lugar alcançado nesse concurso levou-a até Haia, nos Países Baixos, ao 21º Festival Eurovisão da Canção.

Uma Flor de Verde Pinho era uma das canções favoritas, a par de Save Your Kisses For Me, defendida pelos Brotherhood of Man, do Reino Unido. A pontuação foi renhida até ao fim, mas a nossa diva trouxe o 1º prémio para Portugal. Primeiro e único prémio alcançado pelo nosso país neste evento.

Os europeus renderam-se à magnífica voz e à beleza de Dulce Portugal. A sua carreira internacional nunca mais parou. Dulce levou o seu talento aos quatro cantos do mundo.

Quando lhe perguntam como define a sua música, responde que não se encaixa em nenhum estilo. "Canto o que nasce em mim, às vezes é fado, outras vezes não sei definir", diz a artista enquanto nos oferece um chá.

É uma pessoa de afectos, que nunca se deixou cegar pelo sucesso. A sua transparência, frontalidade e o amor que tem por aquilo que faz, fizeram dela o que é hoje - uma das figuras mais queridas e respeitadas do nosso país.

A "menina dos olhos doces", como lhe chamavam nos anos 70, já deu todas as provas. Uma voz cristalina, uma beleza ímpar e uma sobriedade rara transformaram-na na diva de todos nós.

Crisálida 23

Mais um poema que usei no RVCC do Básico. Os formandos adoraram o vídeo (Quinta da Regaleira - Sintra).

Outra versão do mesmo texto.



Do Vale à Montanha

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por casas, por prados,
Por quinta e por fonte,
Caminhais aliados.

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por penhascos pretos,
Atrás e defronte,
Caminhais secretos.

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por plainos desertos
Sem ter horizontes,
Caminhais libertos.

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por ínvios caminhos,
Por rios sem ponte,
Caminhais sozinhos.

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por quanto é sem fim,
Sem ninguém que o conte,
Caminhais em mim.

Fernando Pessoa, in Cancioneiro
(Vídeos da Internet.)

sábado, 14 de novembro de 2009

Crisálida 22

Papaias adornadas
(com mousse de requeijão e mel silvestre)
Adornos para 4 pessoas
  • 250 g de requeijão suave e de sabor apimentado;
  • 40 g bem medidos de açúcar (não queira açúcar sem os alqueires bem medidos);
  • 3 colheres de sopa de mel (prefira abelhas de qualidade);
  • 1 lima perfumada, sem exageros;
  • 2 dl de natas fresquinhas (as azedas nem sempre resultam);
  • 2 papaias maduras e experientes;
  • canela em pó ou sem pó (para os que são alérgicos).

Preparação

  • Deite ternamente o requeijão numa tigela, junte-lhe o açúcar e o mel silvestre, aconchegando-o com a raspa da lima;
  • Bata com a batedeira, com fervor, até conseguir uma mistura explosiva;
  • À parte, bata nas natas, endireite-as e misture-as no creme de requeijão;
  • Higienize as papaias, abra-as ao meio e retire as sementes (ficar para semente altera o sabor);
  • Retire-lhes o interior com a ajuda de um bisturi (não queira meter a colher neste assunto) e pique a polpa;
  • Banhe as papaias e a polpa retirada com o sumo perfumado da lima;
  • Junte os trapinhos da papaia picada e do creme de requeijão e preencha o vazio das papaias com o creme preparado;
  • Sirva bem fresco (não deixe para amanhã o que pode saborear hoje), polvilhado na hora com muita pinta (de canela, se preferir).

Crisálida 21

Uma das minhas músicas preferidas da Mafalda Veiga, Cada Lugar Teu, que já passei aos meus alunos várias vezes.

(Vídeo retirado da Internet.)

Crisálida 20

Outra sugestão com música. Desta vez com duas letras da Mafalda Veiga.
Ouve- se o Mar
Agora
que a chuva cai devagar
lá fora
e a noite vem chamar
o sol
e tudo fica em silêncio
na rua
e ao fundo
ouve-se o mar
ouve-se o mar
Agora
talvez te possas sentar
devora
o que a noite te der
a vida
leva pra longe o peso
do tempo
deixa o sabor de um desejo
e ao fundo
ouve-se o mar
Agora
que a água inunda os teus sentidos
e o mundo
já não te deixa parar
no tempo
voltam as histórias passadas
na saudade
onde não podes tocar
e no fundo
ouve-se o mar
De Mão em Mão

Se te sentires triste numa noite assim
Em que as estrelas se misturam pelo
céu
Com o vento e a chuva
As lembranças e os medos
Que te fazem procurar o teu próximo
Se te sentires numa noite assim
À deriva pelo meio da floresta
Sem saber qual é o rumo certo
E o momento de parar
E ouvir a voz do teu coração
Pode ser que encontres no olhar de
alguém
O teu sonho perdido
A cor do teu céu
Uma chama que a esperança faz dançar no
escuro
Um desejo escondido
E o que ficou nos teus dedos
De alguma dor
Na rua há um perfume colado à pele
A noite acende o mundo no teu peito
E vais talvez mais forte
E mais longe do que nunca
Pra tentar tocar o fundo com as mãos
Enquanto te confundes
Nos gestos soltos da multidão
Enquanto sopra um vento distante
Que cresce de mão em mão


Ouve-se o Mar - o vídeo/a letra original.

(Vídeo da Internet.)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Crisálida 19

Mais uma actividade proposta pela nossa formadora. Quando ouvi as músicas destes filmes, pensei nas seguintes palavras/expressões:

Theme - 20th Century Fox - triunfo;

Fado do Estudante, Vasco Santana, do filme A Canção de Lisboa - bailarico da aldeia;

Smile, Charlie Chaplin, do filme Tempos Modernos - partida;

Tara's Theme, Max Steiner, do filme E Tudo o Vento Levou - aventura;

Over the Rainbow, Bill Frisell, do filme O Feiticeiro de Oz - cor, Primavera;

As Time Goes By, Dooley Wilson, do filme Casablanca - paixão;

Love Theme, Nino Rota, do filme O Padrinho - luar, esperança;

Main Theme, John Williams, do filme Star Wars - rumo ao desconhecido;

Raphsody in Blue, George Gershwin, do filme Manhattan - mistério, descoberta;

Main Theme, John Barry, do filme África Minha - alma, intenso;

Love Theme, Pat Metheny, do filme Cinema Paraíso - dor, dança;

Girl, you'll Be a woman Soon, Urge Overkill, do filme Pulp Fiction - sensualidade;

Buongiorno Principessa, Nicola Piovani, do filme A Vida é Bela - infância, canção de embalar, mimo;

J'y suis jamais allé, Yann Tiersen, do filme O Fabuloso Destino de Amélie - tradicional, típico;

I'm a Believer, Smash Mouth, do filme Shrek - energia, força, convicção;

You Know My Name, Chris Cornell, do filme Casino Royale - luta, movimento.

Apreciem!



(Vídeos retirados da Internet.)

domingo, 8 de novembro de 2009

Crisálida 18

Neste blogue encontram muitas propostas para escrita lúdica e terão acesso a outros blogues, também eles interessantes e úteis, da mesma autora. Fica a sugestão.

http://entrelinhasdaescrita.blogspot.com/

Entre as muitas actividades que encontrei, resolvi fazer a do Top 10 Mais.

Top 10 - As coisas que mais aprecio no Natal

  • Estar com a família e conversar muito;
  • Sentar-me ao pé da lareira;
  • Ouvir os cânticos/a música da época;
  • Decorar a árvore de Natal, fazer o presépio e observar a obra-prima;
  • Ir à missa e desejar Feliz Natal aos presentes;
  • Comer os doces típicos, os chocolates e os salgados;
  • Colocar os presentes na árvore e, mais tarde, distribuí-los;
  • Escrever os postais de Natal e receber notícias de quem está longe;
  • Ver tudo iluminado;
  • Sentir uma nova esperança.

(Imagem retirada da Internet.)

Crisálida 17 - outra vez as leituras

José Saramago ganhou o Nobel da Literatura em 1998. Terá sido também nessa altura, talvez em 99, que tentei ler o “Memorial do Convento”. Li as primeiras páginas e parei. Só me entusiasmei mais tarde, não sei bem quando. Dessa vez li o livro de fio a pavio.

Utilizando a construção do Convento de Mafra, Saramago retrata a sociedade portuguesa do início do século XVIII. De um lado o rei, D. João V, a Nobreza, a Igreja e a Inquisição. Do outro lado, o Povo explorado.

Blimunda é a minha personagem preferida, ela que é uma mulher do povo, uma pessoa comum, mas que tem a capacidade de ver a essência das coisas.

(Imagem retirada da Internet.)

sábado, 7 de novembro de 2009

Crisálida 16

E como a formadora pediu também uma fotografia, cá está ela.

Crisálida 15

Ainda não sei o que vamos fazer com a receita, mas fica aqui a sugestão. Como gosto muito de papaias, vou mesmo experimentar!
Papaias recheadas com mousse de requeijão e mel

Ingredientes para 4 pessoas

250 g de requeijão macio
40 g de açúcar
3 colheres de sopa de mel
1 lima
2 dl de natas frescas
2 papaias
canela em pó

Preparação

Deite o requeijão numa tigela, junte-lhe o açúcar, o mel e a raspa da casca da lima. Bata com a batedeira até obter um creme. À parte, bata as natas até ficarem espessas e misture-as no creme de requeijão.

Lave as papaias, abra-as ao meio e retire-lhes as sementes. Escave-as com a ajuda de uma colher e pique a polpa. Regue as papaias e a polpa retirada com o sumo da lima.

Junte a papaia picada ao creme de requeijão e recheie as papaias com o creme preparado. Sirva bem fresco, polvilhado na hora com canela em pó.

(Imagem e receita, a última com algumas alterações, retiradas da Internet.)

Crisálida 14

Retrato feito por um fã (ou talvez não)

Homem inteligente, soube reerguer uma Alemanha a braços com uma grave crise económica e social. Brilhante estrategista, Hitler viu na humilhação de um país, obrigado a cumprir o Tratado de Versalhes, o trampolim necessário para criar um grande império.

Retrato feito por alguém que não aprecia esta figura

Louco. Abominável. Desumano. Criminoso sangrento. Tanto já se disse em relação a este homem. Mas o mais assustador, no meu entender, é o que ele representa - o pior que existe no ser humano. Quantos houve ao longo da história da Humanidade? Quantos há por aí?

(Imagem retirada da Internet.)

Crisálida 13

Aristides de Sousa Mendes
(19 de Julho de 1885 - 3 de Abril de 1954)


Retrato feito por um fã

Considerado "Le juste de Bordeaux", cidade onde exerceu o cargo de Cônsul de Portugal, Aristides é um símbolo de coragem, altruísmo, tolerância e dignidade. Desobedecendo a Salazar, obedeceu à sua consciência. Passou milhares de vistos a fugitivos que viam em Portugal a única saída, quando os Nazis invadiram a França, em 1940. Contrariando as ordens que recebera, Aristides deu esperança àqueles que já nada esperavam.

Retrato feito por alguém que não aprecia esta figura

Um homem que terminou os seus dias na miséria porque não soube cumprir as obrigações que o seu cargo exigia. Não teve o tacto suficiente para lidar com uma situação de guerra. Não se lembrou da sua família. Um homem obstinado, que pensava que podia ignorar as hierarquias. Vítima da sua arrogância, condenou os filhos a um futuro cinzento.

(Filme e imagens retirados da Internet.)

sábado, 31 de outubro de 2009

Crisálida 12 - centenário de Soeiro Pereira Gomes

“Esteiros”, de Joaquim Soeiro Pereira Gomes, mais um livro da minha preferência. Comovente, denuncia as injustiças, as desigualdades sociais e a miséria. Conta a história de um grupo de meninos e respectivas famílias. Crianças que abandonaram a escola e começaram a trabalhar antes do tempo.

(Primeira edição, ilustrada por Álvaro Cunhal.)

Soeiro Pereira Gomes morreu em 1949, com apenas 40 anos. Terá falecido devido a doença grave e à falta de cuidados a que a sua condição de militante comunista clandestino o obrigou nos últimos anos de vida. Em 2009 festeja-se o centenário do seu nascimento (14 de Abril de 1909).

(Imagens retiradas da Internet.)

Crisálida 11 - novamente as leituras

Dos anos do secundário destaco o romance "The Go-Between" ("O Mensageiro"), de L. P. Hartley. Li o livro em inglês, tarefa nada fácil, e também vi o filme. Impressionou-me pela crueza da história: um miúdo serve de intermediário entre uma mulher da alta sociedade, por quem está apaixonado, e um homem que trabalha no campo. Um dia descobre, entre outros aspectos, a natureza das cartas que transporta.

Outro livro que também gostei de ler no secundário foi “The Pearl”, de John Steinbeck. Kino, um pobre pescador índio, descobre uma pérola muito valiosa. Esta descoberta alterará completamente o seu modo de vida, o da sua mulher Juana e do seu filho Coyotito.

No 12º ano, numa tentativa de preparação para a Prova Geral de Acesso - prova que existiu no início dos anos 90, de Português e cultura geral, e que causou uma enorme polémica - resolvi ler “A Terceira Vaga”, de Alvin Toffler. Esta obra, a única que anotei e até fiz resumos, antevê as mudanças na sociedade provocadas pela 3ª vaga (revolução da informação).

(Imagens e vídeos retirados da Internet.)