Os dois livros que se seguem têm um ponto em comum - a Alemanha. O Leitor, de Bernhard Schlink, é um romance perturbador que nos conduz à Alemanha do pós-guerra. A história desenvolve-se em torno de duas personagens: Michael Berg e Hanna Schmitz. Michael tem 15 anos e apaixona-se por Hanna, uma mulher madura, com 36 anos, envolvida num processo de acusação a ex-guardas dos campos de concentração nazis. À semelhança do que tinha acontecido com O Perfume, só consegui parar de ler quando terminei o livro. Recomendo também o filme, embora prefira o romance.
O segundo romance está intimamente ligado ao percurso de vida da escritora. A condição de judia obrigou Ilse Losa a fugir da Alemanha, a refugiar-se em Inglaterra e depois em Portugal.
O Mundo em que vivi é um livro sobre as memórias infantis e juvenis de Rose Frankfurter, que fala do quotidiano, mas também de um país marcado pela primeira guerra mundial e pelo movimento nazi que alterou profundamente a vida dos judeus alemães. Deixo aqui algumas linhas:
O Mundo em que vivi é um livro sobre as memórias infantis e juvenis de Rose Frankfurter, que fala do quotidiano, mas também de um país marcado pela primeira guerra mundial e pelo movimento nazi que alterou profundamente a vida dos judeus alemães. Deixo aqui algumas linhas:
A rapariga sai. E o homem que tem o meu destino na mão, lê em voz alta:
«Eu, Rose Frankfurter, declaro que escrevi a carta a Kurt Feldberg, mas retiro as ofensas que fiz ao Führer do Terceiro Reich. O Führer...».
Não ouvi o resto, só ouvi o meu sangue bater. E vi os lábios moverem-se, para cima, para baixo, para cima, para baixo.
- Quer assinar?
Peguei na caneta. A minha mão estava morta. Mas escreveu: Rose Frankfurter.
- Pronto. Isto será apresentado a uma instância superior. Dentro de cinco dias saberemos para onde a teremos de levar, judia Frankfurter.
E depois duma pausa:
- Se, nessa altura, ainda por cá estiver...
Levantei-me. «Cinco dias! Cinco dias!».
(Imagens e vídeo retirados da Internet.)
Sem comentários:
Enviar um comentário