segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Crisálida 35


LOUCURA

O Sr. Bigodes é o príncipe lá do bairro, a autoridade máxima. E não é só por causa dos seus seis anos de vida e cinco quilos de peso. Com o seu temperamento vivaz e a sua inteligência, conquistou o respeito e a admiração de todos. Claro que o porte atlético e majestoso e, simultaneamente, o azul ternurento e enigmático do olhar, sempre lhe granjearam a simpatia do público feminino. Agora, aos seis anos de idade, considera-se um verdadeiro Seal Point, embora não corresponda ao perfil oficial. Charme, tem de sobra. Verdade seja dita, quem consegue resistir a um morenaço de olhos azuis?


Ao longo da sua permanência na comunidade, o bairro "Miar é que está a dar", provou que é um gato culto. Muito curioso, nada lhe escapa. Sabe que pertence à raça dos siameses e que os seus antepassados vieram da Tailândia. "E a Tailândia é muito longe?" - perguntam-lhe. Aqui o Sr. Bigodes, que nunca foi muito bom nestas coisas da Geografia, diz que sim, que teriam de atravessar muitos bairros para lá chegar. O que interessa, acrescenta, é que os primeiros siameses chegaram a Inglaterra no século XIX e, anos mais tarde, a Portugal. Quando chega a esta parte hesita, abana a cauda e diz que foi mais ou menos assim.

Mas o que mais impressiona os seus companheiros de rua é a sua rebeldia. Até já lhe chamaram "o louco", mas o Sr. Bigodes apressou-se a explicar que isso poderia ser mal interpretado, que estava em causa o seu bom nome, e lá esqueceram o epíteto. Seria impossível contar aqui todas as aventuras em que esteve envolvido. Houve um tempo em que até se realizavam sessões ao fim-de-semana. Era como ir ao cinema, mas mais emocionante!

Todos sabem que a sua primeira travessura foi roer o fio do rato do computador lá de casa. Logo a seguir interessou-se pelo fio do carregador do telemóvel. Até aqui a dona ainda perdoou. Mas depois veio o papel higiénico desfeito, a jarra partida, o cesto dos papéis... Enfim, nem os sapatos escaparam. As correrias desenfreadas e as acrobacias tornaram-se numa constante. A dona cansou-se e, sem dar conta e com apenas nove meses de idade, o Sr. Bigodes veio viver para o bairro. Aqui começou a verdadeira aventura da sua vida...

Os primeiros anos foram uma "loucura", entre dias sem comer, a roubar, à chuva e ao frio, e dias a lutar pelo seu espaço naquele território. Escapou teimosamente a dois atropelamentos e a várias lutas de rua. No meio da avalanche de acontecimentos que foi a sua vida, fez todas as diabruras possíveis. Mágoas, sim, guarda algumas. Dos humanos, sobretudo. Mas nunca perdeu aquele olhar de "louco".

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Crisálida 34

A banda desenhada da Crisálida 33 foi realizada por um grupo de alunos do 8ºA (Agrupamento de Escolas de Santo Onofre). Parabéns, meninos!

Aproveito para falar do LETROCA, que utilizei no meu CEF. Jogámos durante 15 minutos e cada equipa, no final, fez a contagem dos pontos que adquiriu. Funciona bem em turmas pequenas (até 15 elementos), com equipas de 2 ou 3 elementos e durante 15/20 minutos.
Cuidado, não fiquem viciados!

Crisálida 33

Crisálida 32

Na sessão de ontem, dia 26, tivemos uma convidada, a professora e artista Piedade Menezes. Começámos por ver alguns materiais, em PowerPoint, sobre as cores, a modelagem de balões e os fantoches de dedo, a par de algumas explicações dadas pela colega.

Depois de uma primeira parte mais teórica, já no intervalo, saboreámos um lanche que a Dalila e a Lélia touxeram, com direito a chá e a ginja!

Na segunda parte da formação, participámos no Workshop "Balões, Balõezinhos"...

... e na elaboração de fantoches de dedo ou dedoches (Workshop "Cinco Dedos de Conversa").

O resultado foi o Sr. Bigodes, que já está no frigorífico lá de casa (ao lado do Zeca), e uma flor feita com balões.


No final ainda tivemos direito a dois diplomas de participação.



Agora só falta fazer a história do Sr. Bigodes (já não houve tempo na formação), utilizando a palavra "loucura".

Deixo um agradecimento à professora Piedade!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Crisálida 31

Romance delicioso, o da matreira Salta-Pocinhas. Neste caso bem se pode dizer que "a astúcia domina a força".

(Série de 1988, baseada na obra de Aquilino Ribeiro e exibida na RTP1, 13 episódios de 13 minutos cada.)

Mais uma história para nos fazer pensar. Zorbas é um exemplo para todos nós. Envolvido numa situação dramática, este gato vai cuidar da gaivota Ditosa e ensiná-la a voar. Um livro que nos ajuda a reflectir na forma como tratamos este planeta e como nos relacionamos com os outros. Um livro que fala de valores e de esperança.

(Imagens e vídeo retirados da Internet.)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Crisálida 30

Fui novamente espreitar o blogue Entrelinhas da Escrita e vi algumas propostas a partir de cartoons de Guillermo Mordillo. Podemos fazer o mesmo com filmes.

Observa o cartoon atentamente. Quem são as personagens? O que terá acontecido antes? O que aconteceu a seguir? Imagina a história.

Observa o cartoon e imagina a história. Quem são as personagens? Onde estão? O que é que este leão tem de especial? O que aconteceu a seguir?

Imagina uma história a partir do cartoon. Onde estão as personagens? Quem é este cavaleiro? E o cavalo, quem é o dono? E a figura feminina, o que sabes sobre ela?

Agora que viste o filme, conta a história em trabalho de pares. Como é que o senhor resolveu a situação?

Conta a história do filme em trabalho de pares. Quem são as personagens? Onde é que elas estão? Imagina também o que aconteceu a seguir.

(Imagens e vídeos retirados da Internet.)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Crisálida 29

(Imagem retirada da Internet.)

Muito recentemente li o conto "O Estranho Caso de Benjamin Button". Embora nada seja dito sobre o parto, o "bebé" nasce com a aparência e o tamanho de um homem de 70 anos (ainda não percebi como é que ele conseguiu nascer).

O livro tem apenas 75 páginas e letras bem gordas. Vale a pena ler. Dá-nos uma perspectiva diferente da vida e dos nossos percursos. Não vi o filme, mas já vi cenas. Parece-me que há aspectos que não correspondem ao texto. No filme, Benjamin Button é apenas um bebé com aspecto de velho.

Crisálida 28

Mais um romance de um autor alemão, Patrick Süskind. Na minha opinião, irresistível. Adoraria conhecer tudo o que envolve a criação de um perfume, as várias etapas, as essências, as misturas, assim como reconhecer as características dos vários odores.
Durante a leitura "esqueci" os crimes cometidos por Jean-Baptiste Grenouille, concentrada que estava nos cheiros (as descrições quase que nos levam a senti-los) e na busca, por parte de Grenouille, do perfume ideal.

(Imagem e vídeo retirados da Internet.)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Crisálida 27

Os dois livros que se seguem têm um ponto em comum - a Alemanha. O Leitor, de Bernhard Schlink, é um romance perturbador que nos conduz à Alemanha do pós-guerra. A história desenvolve-se em torno de duas personagens: Michael Berg e Hanna Schmitz. Michael tem 15 anos e apaixona-se por Hanna, uma mulher madura, com 36 anos, envolvida num processo de acusação a ex-guardas dos campos de concentração nazis. À semelhança do que tinha acontecido com O Perfume, só consegui parar de ler quando terminei o livro. Recomendo também o filme, embora prefira o romance.


O segundo romance está intimamente ligado ao percurso de vida da escritora. A condição de judia obrigou Ilse Losa a fugir da Alemanha, a refugiar-se em Inglaterra e depois em Portugal.
O Mundo em que vivi é um livro sobre as memórias infantis e juvenis de Rose Frankfurter, que fala do quotidiano, mas também de um país marcado pela primeira guerra mundial e pelo movimento nazi que alterou profundamente a vida dos judeus alemães. Deixo aqui algumas linhas:

A rapariga sai. E o homem que tem o meu destino na mão, lê em voz alta:
«Eu, Rose Frankfurter, declaro que escrevi a carta a Kurt Feldberg, mas retiro as ofensas que fiz ao Führer do Terceiro Reich. O Führer...».
Não ouvi o resto, só ouvi o meu sangue bater. E vi os lábios moverem-se, para cima, para baixo, para cima, para baixo.
- Quer assinar?
Peguei na caneta. A minha mão estava morta. Mas escreveu: Rose Frankfurter.
- Pronto. Isto será apresentado a uma instância superior. Dentro de cinco dias saberemos para onde a teremos de levar, judia Frankfurter.
E depois duma pausa:
- Se, nessa altura, ainda por cá estiver...
Levantei-me. «Cinco dias! Cinco dias!».


(Imagens e vídeo retirados da Internet.)

Crisálida 26

As minhas perguntas e as respostas da colega Aida Afonso:


  • O que é aprender? É profundo.
  • O que é o amor? É sombrio.
  • O que é o romantismo? É risonho.
  • O que é a preguiça? É virtual.
  • O que é relaxar? É flexível.
  • O que é a noite? É fluorescente.
  • O que é a educação? É pessoal.
  • O que é a arte? É desnecessário.
  • O que é a beleza? É urgente.
  • O que é o perigo? É fulgurante.

As perguntas da Aida e as minhas respostas:

  • O que é o sonho? É uma nódoa.
  • O que é o sorriso? É uma gargalhada.
  • O que é o silêncio? É um poema de amor.
  • O que é o buraco? É uma palavra.
  • O que é o engano? É a alma.
  • O que é a solidão? É sonhar de olhos abertos.
  • O que é a gratidão? É um pesadelo.
  • O que é o espaço? É acordar com olheiras.
  • O que é a beleza? É um grito de alma.
  • O que é o medo? É o mar.

domingo, 15 de novembro de 2009

Crisálida 25

Retomo as leituras, para falar de livros que li depois de concluir o curso, alguns nos últimos anos. Como gosto de romances históricos, de textos que retratem a(s) sociedade(s), os seus costumes, valores e regras, começo por estes dois: Inês de Castro - A Estalagem dos Assombros e Um Deus passeando pela Brisa da Tarde.

Este romance de Seomara da Veiga Ferreira transporta-nos para os amores de Pedro e Inês. A narradora é a mãe de D. Pedro, Dona Beatriz. Num tom intimista, esta mulher vai dando a conhecer o perfil das personagens envolvidas. De um lado a paixão do seu filho pela bela Inês, do outro os interesses políticos que justificaram a sentença ditada por D. Afonso IV e que traçaram o destino do Rei que ficou conhecido como O Justiceiro.

Não sendo um romance histórico, as descrições feitas por Mário de Carvalho dão uma visão muito clara dos costumes romanos. A personagem principal é Lúcio Valério, um romano consciencioso, que vive em Tarcisis. Embora seja a autoridade máxima nesta povoação, este homem não se revê nos modelos da sociedade onde está inserido. O seu apurado sentido de justiça vai levantar-lhe sérios problemas. Como se não bastasse, apaixona-se por Iunia Cantaber, uma mulher que pertence a uma seita odiada por todos, os cristãos, identificada pelo símbolo do peixe. Os acontecimentos sucedem-se e levam-no a abdicar do cargo. Um romance que nos obriga a reflectir sobre a nossa posição face aos valores da sociedade onde vivemos. Sempre actual.

(Imagens retiradas da Internet.)

Crisálida 24

Dulce Portugal
"A menina dos olhos doces"

O sucesso desta mulher há muito que é premiado lá fora. Conheça o talento desta portuguesa à conquista do mundo e que ninguém consegue parar.

É conhecida como a voz de Portugal. Maria Dulce, como é tratada pelos amigos, há muito que ultrapassou as fronteiras do país.

Nasceu no Oeste, na pacata vila do Bombarral, onde viveu até começar a sua carreira internacional, em 1976. Na altura, Dulce Portugal tinha 21 anos e já encantava quem a ouvia.

O Festival RTP da Canção era um acontecimento nacional. Maria Dulce apresentou-se com a canção Uma Flor de Verde Pinho, música de José Niza e letra de Manuel Alegre. O 1º lugar alcançado nesse concurso levou-a até Haia, nos Países Baixos, ao 21º Festival Eurovisão da Canção.

Uma Flor de Verde Pinho era uma das canções favoritas, a par de Save Your Kisses For Me, defendida pelos Brotherhood of Man, do Reino Unido. A pontuação foi renhida até ao fim, mas a nossa diva trouxe o 1º prémio para Portugal. Primeiro e único prémio alcançado pelo nosso país neste evento.

Os europeus renderam-se à magnífica voz e à beleza de Dulce Portugal. A sua carreira internacional nunca mais parou. Dulce levou o seu talento aos quatro cantos do mundo.

Quando lhe perguntam como define a sua música, responde que não se encaixa em nenhum estilo. "Canto o que nasce em mim, às vezes é fado, outras vezes não sei definir", diz a artista enquanto nos oferece um chá.

É uma pessoa de afectos, que nunca se deixou cegar pelo sucesso. A sua transparência, frontalidade e o amor que tem por aquilo que faz, fizeram dela o que é hoje - uma das figuras mais queridas e respeitadas do nosso país.

A "menina dos olhos doces", como lhe chamavam nos anos 70, já deu todas as provas. Uma voz cristalina, uma beleza ímpar e uma sobriedade rara transformaram-na na diva de todos nós.

Crisálida 23

Mais um poema que usei no RVCC do Básico. Os formandos adoraram o vídeo (Quinta da Regaleira - Sintra).

Outra versão do mesmo texto.



Do Vale à Montanha

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por casas, por prados,
Por quinta e por fonte,
Caminhais aliados.

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por penhascos pretos,
Atrás e defronte,
Caminhais secretos.

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por plainos desertos
Sem ter horizontes,
Caminhais libertos.

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por ínvios caminhos,
Por rios sem ponte,
Caminhais sozinhos.

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por quanto é sem fim,
Sem ninguém que o conte,
Caminhais em mim.

Fernando Pessoa, in Cancioneiro
(Vídeos da Internet.)

sábado, 14 de novembro de 2009

Crisálida 22

Papaias adornadas
(com mousse de requeijão e mel silvestre)
Adornos para 4 pessoas
  • 250 g de requeijão suave e de sabor apimentado;
  • 40 g bem medidos de açúcar (não queira açúcar sem os alqueires bem medidos);
  • 3 colheres de sopa de mel (prefira abelhas de qualidade);
  • 1 lima perfumada, sem exageros;
  • 2 dl de natas fresquinhas (as azedas nem sempre resultam);
  • 2 papaias maduras e experientes;
  • canela em pó ou sem pó (para os que são alérgicos).

Preparação

  • Deite ternamente o requeijão numa tigela, junte-lhe o açúcar e o mel silvestre, aconchegando-o com a raspa da lima;
  • Bata com a batedeira, com fervor, até conseguir uma mistura explosiva;
  • À parte, bata nas natas, endireite-as e misture-as no creme de requeijão;
  • Higienize as papaias, abra-as ao meio e retire as sementes (ficar para semente altera o sabor);
  • Retire-lhes o interior com a ajuda de um bisturi (não queira meter a colher neste assunto) e pique a polpa;
  • Banhe as papaias e a polpa retirada com o sumo perfumado da lima;
  • Junte os trapinhos da papaia picada e do creme de requeijão e preencha o vazio das papaias com o creme preparado;
  • Sirva bem fresco (não deixe para amanhã o que pode saborear hoje), polvilhado na hora com muita pinta (de canela, se preferir).

Crisálida 21

Uma das minhas músicas preferidas da Mafalda Veiga, Cada Lugar Teu, que já passei aos meus alunos várias vezes.

(Vídeo retirado da Internet.)

Crisálida 20

Outra sugestão com música. Desta vez com duas letras da Mafalda Veiga.
Ouve- se o Mar
Agora
que a chuva cai devagar
lá fora
e a noite vem chamar
o sol
e tudo fica em silêncio
na rua
e ao fundo
ouve-se o mar
ouve-se o mar
Agora
talvez te possas sentar
devora
o que a noite te der
a vida
leva pra longe o peso
do tempo
deixa o sabor de um desejo
e ao fundo
ouve-se o mar
Agora
que a água inunda os teus sentidos
e o mundo
já não te deixa parar
no tempo
voltam as histórias passadas
na saudade
onde não podes tocar
e no fundo
ouve-se o mar
De Mão em Mão

Se te sentires triste numa noite assim
Em que as estrelas se misturam pelo
céu
Com o vento e a chuva
As lembranças e os medos
Que te fazem procurar o teu próximo
Se te sentires numa noite assim
À deriva pelo meio da floresta
Sem saber qual é o rumo certo
E o momento de parar
E ouvir a voz do teu coração
Pode ser que encontres no olhar de
alguém
O teu sonho perdido
A cor do teu céu
Uma chama que a esperança faz dançar no
escuro
Um desejo escondido
E o que ficou nos teus dedos
De alguma dor
Na rua há um perfume colado à pele
A noite acende o mundo no teu peito
E vais talvez mais forte
E mais longe do que nunca
Pra tentar tocar o fundo com as mãos
Enquanto te confundes
Nos gestos soltos da multidão
Enquanto sopra um vento distante
Que cresce de mão em mão


Ouve-se o Mar - o vídeo/a letra original.

(Vídeo da Internet.)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Crisálida 19

Mais uma actividade proposta pela nossa formadora. Quando ouvi as músicas destes filmes, pensei nas seguintes palavras/expressões:

Theme - 20th Century Fox - triunfo;

Fado do Estudante, Vasco Santana, do filme A Canção de Lisboa - bailarico da aldeia;

Smile, Charlie Chaplin, do filme Tempos Modernos - partida;

Tara's Theme, Max Steiner, do filme E Tudo o Vento Levou - aventura;

Over the Rainbow, Bill Frisell, do filme O Feiticeiro de Oz - cor, Primavera;

As Time Goes By, Dooley Wilson, do filme Casablanca - paixão;

Love Theme, Nino Rota, do filme O Padrinho - luar, esperança;

Main Theme, John Williams, do filme Star Wars - rumo ao desconhecido;

Raphsody in Blue, George Gershwin, do filme Manhattan - mistério, descoberta;

Main Theme, John Barry, do filme África Minha - alma, intenso;

Love Theme, Pat Metheny, do filme Cinema Paraíso - dor, dança;

Girl, you'll Be a woman Soon, Urge Overkill, do filme Pulp Fiction - sensualidade;

Buongiorno Principessa, Nicola Piovani, do filme A Vida é Bela - infância, canção de embalar, mimo;

J'y suis jamais allé, Yann Tiersen, do filme O Fabuloso Destino de Amélie - tradicional, típico;

I'm a Believer, Smash Mouth, do filme Shrek - energia, força, convicção;

You Know My Name, Chris Cornell, do filme Casino Royale - luta, movimento.

Apreciem!



(Vídeos retirados da Internet.)

domingo, 8 de novembro de 2009

Crisálida 18

Neste blogue encontram muitas propostas para escrita lúdica e terão acesso a outros blogues, também eles interessantes e úteis, da mesma autora. Fica a sugestão.

http://entrelinhasdaescrita.blogspot.com/

Entre as muitas actividades que encontrei, resolvi fazer a do Top 10 Mais.

Top 10 - As coisas que mais aprecio no Natal

  • Estar com a família e conversar muito;
  • Sentar-me ao pé da lareira;
  • Ouvir os cânticos/a música da época;
  • Decorar a árvore de Natal, fazer o presépio e observar a obra-prima;
  • Ir à missa e desejar Feliz Natal aos presentes;
  • Comer os doces típicos, os chocolates e os salgados;
  • Colocar os presentes na árvore e, mais tarde, distribuí-los;
  • Escrever os postais de Natal e receber notícias de quem está longe;
  • Ver tudo iluminado;
  • Sentir uma nova esperança.

(Imagem retirada da Internet.)

Crisálida 17 - outra vez as leituras

José Saramago ganhou o Nobel da Literatura em 1998. Terá sido também nessa altura, talvez em 99, que tentei ler o “Memorial do Convento”. Li as primeiras páginas e parei. Só me entusiasmei mais tarde, não sei bem quando. Dessa vez li o livro de fio a pavio.

Utilizando a construção do Convento de Mafra, Saramago retrata a sociedade portuguesa do início do século XVIII. De um lado o rei, D. João V, a Nobreza, a Igreja e a Inquisição. Do outro lado, o Povo explorado.

Blimunda é a minha personagem preferida, ela que é uma mulher do povo, uma pessoa comum, mas que tem a capacidade de ver a essência das coisas.

(Imagem retirada da Internet.)

sábado, 7 de novembro de 2009

Crisálida 16

E como a formadora pediu também uma fotografia, cá está ela.

Crisálida 15

Ainda não sei o que vamos fazer com a receita, mas fica aqui a sugestão. Como gosto muito de papaias, vou mesmo experimentar!
Papaias recheadas com mousse de requeijão e mel

Ingredientes para 4 pessoas

250 g de requeijão macio
40 g de açúcar
3 colheres de sopa de mel
1 lima
2 dl de natas frescas
2 papaias
canela em pó

Preparação

Deite o requeijão numa tigela, junte-lhe o açúcar, o mel e a raspa da casca da lima. Bata com a batedeira até obter um creme. À parte, bata as natas até ficarem espessas e misture-as no creme de requeijão.

Lave as papaias, abra-as ao meio e retire-lhes as sementes. Escave-as com a ajuda de uma colher e pique a polpa. Regue as papaias e a polpa retirada com o sumo da lima.

Junte a papaia picada ao creme de requeijão e recheie as papaias com o creme preparado. Sirva bem fresco, polvilhado na hora com canela em pó.

(Imagem e receita, a última com algumas alterações, retiradas da Internet.)

Crisálida 14

Retrato feito por um fã (ou talvez não)

Homem inteligente, soube reerguer uma Alemanha a braços com uma grave crise económica e social. Brilhante estrategista, Hitler viu na humilhação de um país, obrigado a cumprir o Tratado de Versalhes, o trampolim necessário para criar um grande império.

Retrato feito por alguém que não aprecia esta figura

Louco. Abominável. Desumano. Criminoso sangrento. Tanto já se disse em relação a este homem. Mas o mais assustador, no meu entender, é o que ele representa - o pior que existe no ser humano. Quantos houve ao longo da história da Humanidade? Quantos há por aí?

(Imagem retirada da Internet.)

Crisálida 13

Aristides de Sousa Mendes
(19 de Julho de 1885 - 3 de Abril de 1954)


Retrato feito por um fã

Considerado "Le juste de Bordeaux", cidade onde exerceu o cargo de Cônsul de Portugal, Aristides é um símbolo de coragem, altruísmo, tolerância e dignidade. Desobedecendo a Salazar, obedeceu à sua consciência. Passou milhares de vistos a fugitivos que viam em Portugal a única saída, quando os Nazis invadiram a França, em 1940. Contrariando as ordens que recebera, Aristides deu esperança àqueles que já nada esperavam.

Retrato feito por alguém que não aprecia esta figura

Um homem que terminou os seus dias na miséria porque não soube cumprir as obrigações que o seu cargo exigia. Não teve o tacto suficiente para lidar com uma situação de guerra. Não se lembrou da sua família. Um homem obstinado, que pensava que podia ignorar as hierarquias. Vítima da sua arrogância, condenou os filhos a um futuro cinzento.

(Filme e imagens retirados da Internet.)