sábado, 31 de outubro de 2009

Crisálida 12 - centenário de Soeiro Pereira Gomes

“Esteiros”, de Joaquim Soeiro Pereira Gomes, mais um livro da minha preferência. Comovente, denuncia as injustiças, as desigualdades sociais e a miséria. Conta a história de um grupo de meninos e respectivas famílias. Crianças que abandonaram a escola e começaram a trabalhar antes do tempo.

(Primeira edição, ilustrada por Álvaro Cunhal.)

Soeiro Pereira Gomes morreu em 1949, com apenas 40 anos. Terá falecido devido a doença grave e à falta de cuidados a que a sua condição de militante comunista clandestino o obrigou nos últimos anos de vida. Em 2009 festeja-se o centenário do seu nascimento (14 de Abril de 1909).

(Imagens retiradas da Internet.)

Crisálida 11 - novamente as leituras

Dos anos do secundário destaco o romance "The Go-Between" ("O Mensageiro"), de L. P. Hartley. Li o livro em inglês, tarefa nada fácil, e também vi o filme. Impressionou-me pela crueza da história: um miúdo serve de intermediário entre uma mulher da alta sociedade, por quem está apaixonado, e um homem que trabalha no campo. Um dia descobre, entre outros aspectos, a natureza das cartas que transporta.

Outro livro que também gostei de ler no secundário foi “The Pearl”, de John Steinbeck. Kino, um pobre pescador índio, descobre uma pérola muito valiosa. Esta descoberta alterará completamente o seu modo de vida, o da sua mulher Juana e do seu filho Coyotito.

No 12º ano, numa tentativa de preparação para a Prova Geral de Acesso - prova que existiu no início dos anos 90, de Português e cultura geral, e que causou uma enorme polémica - resolvi ler “A Terceira Vaga”, de Alvin Toffler. Esta obra, a única que anotei e até fiz resumos, antevê as mudanças na sociedade provocadas pela 3ª vaga (revolução da informação).

(Imagens e vídeos retirados da Internet.)

Crisálida 10

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Crisálida 9 - retomando as leituras

Já no 3º ciclo li os “Bichos”, de Miguel Torga, escritor que muito aprecio, por me identificar com a sua ligação às origens, ele que nasceu numa família de camponeses, e por ver retratados em muitas das suas personagens aspectos do mundo rural que eu tão bem conheço. Os “Novos Contos da Montanha” e “Bichos” são textos que já reli várias vezes.
(Imagens retiradas da Internet.)

Deixo aqui um poema de Torga que aprecio, por falar de ninhos e de segredos. É que todos os anos dezenas de pássaros fazem ninho no meu quintal e no telhado da casa. Alguns nos mesmos locais. E todos os anos o meu pai partilha esses “segredos” comigo.

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.
Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...

Miguel Torga morreu em Janeiro de 1995, em Coimbra, onde eu estava a estudar, no 4º ano da Faculdade de Letras.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Crisálida 8

(vela e caneta de acetato)

Crisálida 7

1. Nome de homem - Henrique
2. Local distante - ilha
3. Idade - 36
4. Tempo - 1952
5. Número - 29
6. Medida - 3 metros
7. Desejo - lidar com animais
8. Sim ou não - sim
9. Cor - azul
10. Outra cor - vermelho
11. Hábito considerado defeito - deitar tarde
12. Dinheiro - 1 euro
13. Música ou cantor - Mafalda Veiga
14. Local perto - casa

Henrique toda a vida guardou gado. Habituado a lidar com animais, conhece bem os segredos das trinta e seis ovelhas que ainda tem lá em casa.
A primeira vez que foi sozinho para o monte, em 1952, tinha seis anos. Pouca idade para muita responsabilidade.
- Olho vivo, não adormeças! - disse-lhe a mãe ternamente.
Na serra contemplava o azul do céu e adormecia, por breves instantes, debaixo de uma oliveira, ou à sombra de um penedo. No tempo das chuvas, levava o capote.
Esperava-o ainda muito trabalho no regresso: certificar-se de que todas as crias mamavam, ajudar a mãe a ordenhar. Até já aprendera a encher o acincho, observando as habilidosas mãos da avó Maria.
As mulheres deitavam-se tarde, mas a criança ia para a cama logo a seguir à sopa do jantar. Como ainda não tinha sono, sonhava acordado.
(...)

Crisálida 6

Palavras alegres - canto
Palavras leves - férias
Palavras tristes - solidão
Palavras pesadas - miséria
Palavras que ofendem - ingrato
Palavras trocadas - moeda
Palavras como carraças - mosca
Palavras azedas - inveja
Palavras que acariciam - beijo
Palavras apetitosas - chocolate
Palavras más - ódio
Palavras boas - brincar

Exemplos dos colegas:

Palavras perfeitas - excelente
Palavras dolorosas - sofrimento
Palavras saudáveis - viajar
Palavras queridas - tranquilidade
Palavras iluminadas - pai
Palavras gastas - paz
Palavras suaves - sereno
Palavras cheirosas - perfume
Palavras amargas - laranja
Palavras nocturnas - madrugada
Palavras invejáveis - reforma
Palavras fantásticas - mistério
Palavras amigas - irmão

Palavras felizes - Obrigado(a)!

Crisálida 5

  • tempestade, chuva, trovoada, raio, trovão, medo;
  • sol, calor, praia, areia, castelo, princesa;
  • férias, Agosto, descanso, dormir;
  • hora, minuto, atraso, correria.

No mês de Agosto estou de férias. Finalmente, o merecido descanso! Dormir até tarde, sol, calor, praia, brincar na areia e construir castelos. Vida de princesa! O pior são as tempestades de Verão. Muita chuva, trovoada, raios e trovões. Fico sempre cheia de medo.

Férias terminadas, regresso da rotina. Contam-se as horas e os minutos para não haver atrasos. Que correria! Nunca há tempo!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Crisálida 4 - Infância

Não sei qual foi o primeiro livro que li, mas recordo-me de ler os que existiam na escola primária, ou melhor, os que os professores levavam para a escola, sobretudo a professora da quarta classe. Foi assim que comecei a ler os livros da colecção “Os Cinco”. Ainda me lembro da série televisiva.



Foi ainda nesta fase que surgiram outros livros, incluindo “Os Sete” e “A Fada Oriana”.

Este último dá-nos, na minha opinião, uma visão perfeita das consequências que as nossas acções podem ter, quer elas sejam positivas ou negativas. E como seria bom se as fadas existissem e tivessem a capacidade de transformar os “dias cinzentos” em dias mais alegres e coloridos!

(Imagens e vídeo retirados da Internet.)

domingo, 18 de outubro de 2009

Crisálida 3

(Imagem e vídeo retirados da Internet.)

Gosto do filme "E.T. O Extraterrestre"...

(Imagem retirada da Internet.)

e da fábula política "O Triunfo dos Porcos", de George Orwell.

Gosto de escrever cartas e postais... e de receber.

Gosto dos meus primeiros brincos, mas raramente os uso.

Gosto das brincadeiras do Zeca! Às vezes!

Gosto de sabonetes...

e de colocá-los nas gavetas.

Também gosto de algodão, de lã, de lenços e cachecóis, e de...

cor-de-rosa.

Gosto de chá, qualquer um, a qualquer hora do dia.

sábado, 17 de outubro de 2009

Crisálida 2

(Imagem retirada da Internet.)

Se eu fosse uma cor seria ... cor-de-rosa.

Crisálida 1

(Imagem retirada da Internet.)

Definição de Escrita Criativa a partir de uma lista de palavras:

É o cheiro do polvo
com alecrim, do peixe cozido, do balde do lixo; o som da trovoada, do Zeca
que não pára de miar.

Prato que não aprecio - peixe

Cheiro que não gosto - cigarro

Som que não gosto - trovoada

Pior coisa num domingo de manhã - pressa

Objecto/animal que gosto de tocar - Zeca

Local preferido - quintal

Objecto pouco apreciado em casa - lixo

Prato preferido - polvo

Palavra que não gosto - gajo

Cheiro agradável - alecrim

Momento do dia - tarde

Palavra que gosto - lealdade


Palavras escolhidas: Zeca, polvo, alecrim, peixe, trovoada e lixo.